13/07/2015 – Bahia Econômica
Liquida Bahia tem vendas reduzidas com cobrança em estacionamentos dos shoppings

A movimentação financeira da quarta edição da Liquida Bahia, que termina nesta segunda-feira, deve ficar bem abaixo do esperado por conta da baixa frequência de clientes aos Shoppings de Salvador, em relação ao ano anterior.
Salvador representa cerca de 50% da movimentação financeira do evento e lojistas dos shoppings da cidade afirmam que a cobrança pelo estacionamento nesses estabelecimentos afugentou os compradores.
Entre os lojistas dos shoppings de Salvador, o descontentamento é geral e a Federação do Comércio do Estado da Bahia – Fecomércio-Ba estima uma queda de mais de 50% das vendas em alguns estabelecimentos.
A mobilização dos lojistas em prol de medidas que visam reduzir o impacto negativo nas vendas é grande e vai desde aqueles que desejam a redução no valor cobrado pelo estacionamento, considerado excessivamente alto, até os que querem a implantação por parte dos shoppings de medidas de compensação aos clientes que realizarem compras e aqueles que pretendem entrar na Justiça em busca de reparação dos prejuízos.
Segundo reportagem do jornal A Tarde desta segunda-feira, a Associação de Lojistas do Shopping Paralela – Alospa decidiu ingressar na justiça contra o shopping exigindo indenização pelos prejuízos. Os lojistas vem recorrendo a Fecomércio-Ba que deve realizar até o final da semana reunião com lojistas e administradores de shoppings em busca de uma solução de consenso. Segundo Carlos Andrade, Presidente da Fecomércio-Ba a instituição busca um consenso entre as parte, pois vem recebendo muitas reclamações em relação à prejuízos causados pela redução nas vendas desde que a medida foi implementada.
O presidente da Associação Brasileira dos Shoppings Centers, secção Bahia, Edson Piaggio, vem batendo na mesma tecla, afirmando que em outros shoppings do país se verificou a queda nas vendas nos primeiros 60 dias e depois tudo voltou ao normal, mas economistas afirmam que Salvador difere de outras capitais já que a renda per capita da capital baiana é inferior a outras capitais, inclusive no Nordeste.
Em Recife, o PIB per capita é de R$ 23,6 mil reais, em de Fortaleza atinge R$ 17,3 mil reais, enquanto do de Salvador é de apenas R$ 14,6 mil reais, segundo dados do IBGE. Além disso, a quase totalidade dos lojistas concorda que o momento de crise econômica foi inadequado para a implantaçào da cobrança pelo uso do estacionamento.
