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Altamiro Borges – Temer ferra os servidores. Cadê a revolta?

Altamiro Borges *

Após ser salvo pela Câmara Federal – que rejeitou as denúncias da PGR por formação de quadrilha e obstrução da Justiça graças à doação de R$ 32 bilhões em emendas parlamentares e outras benesses –, o presidente ilegítimo decidiu acelerar ainda mais as maldades contra os brasileiros. Um dos alvos principais são os servidores públicos federais, inclusive daquelas carreiras do topo da pirâmide que tiveram um papel ativo na cavalgada golpista pelo impeachment de Dilma Rousseff. A vida é cruel e cobra um alto preço daqueles que serviram de massa de manobra para as elites e ajudaram a alçar ao poder a quadrilha de Michel Temer. Será que esta turma de “indignados”, que ainda tenta esconder o arrependimento pela besteira que fez, sairá às ruas agora para lutar por seus direitos?

Na semana passada, sem maior alarde na mídia chapa-branca, o covil golpista baixou uma medida provisória (MP-805) que eleva a contribuição previdenciária do funcionalismo dos atuais 11% para 14%. Ela também suspendeu os reajustes salariais previamente acordados com várias categorias para vigorar a partir de 2018. Entre as carreiras que ficarão com os salários congelados estão os auditores fiscais de vários ministérios e os policiais rodoviários federais. O violento ajuste fiscal – um típico austericídio – visa cobrir o rombo da União, que já ultrapassa R$ 159 bilhões. A MP beneficia a minoria rentista, que suga os cofres públicos com o pagamento dos juros, e penaliza 472.597 servidores ativos e 238.849 aposentados.

As maldades contra os servidores não se restringem à MP. Em julho passado, Michel Temer já havia lançado um plano de demissão voluntária, que reduz o número de funcionários e piora ainda mais a qualidade dos serviços públicos prestados à população que paga impostos. Além disto, o covil golpista tem estimulado vários projetos que tramitam no Congresso Nacional com o intento de acabar com a estabilidade no emprego no setor. Diante de tantos ataques, é justa a indagação do deputado Wadih Damous (PT-RJ): “Chega a ser incompreensível uma certa pasmaceira da categoria diante das investidas seguidas dos golpistas. Com um mínimo de esforço de memória vêm à tona as seguidas greves de servidores organizadas durante os governos Lula e Dilma, quando os professores universitários, por exemplo, chegaram a ficar três meses de braços cruzados. O que estará havendo?”.

*Altamiro Borges é jornalista e membro do CES (Centro de Estudos Sindicais). Editor do Blog do Miro.

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Mais de 100 pedidos de adesão a acordo de precatórios já foram registrados no Sindsefaz

Na primeira semana do período de adesão ao acordo de precatórios, o Sindsefaz registrou 110 solicitações presenciais protocoladas na sede da entidade. O balanço reúne os atendimentos realizados até esta sexta (27).

O edital foi divulgado pelo TJ-BA e prevê o pagamento de precatórios devidos pelo Estado com deságio de 40%, mediante adesão voluntária dos credores. O prazo oficial para adesão segue até 20 de março.

Para garantir tempo hábil de análise e cadastramento das informações, o Departamento Jurídico do Sindsefaz recebe as documentações até o dia 16 de março.

A entrega pode ser feita presencialmente, com atendimento por ordem de chegada e retirada de senha, ou por meio do e-mail acordotj.sindsefaz@gmail.com. Os documentos precisam estar em formato PDF, com tamanho máximo de 5 MB por arquivo. Não serão aceitas fotografias, e arquivos ilegíveis ou incompletos podem inviabilizar a adesão.

O Sindicato reforça a importância da leitura atenta do boletim informativo, que reúne as regras do edital e a lista de documentos exigidos. A conferência prévia é essencial para evitar pendências que possam comprometer o pedido.

Durante o período de 19 de fevereiro a 20 de março, o Departamento Jurídico permanece exclusivamente dedicado ao cadastro das adesões ao edital. Os demais atendimentos relacionados a outros processos e ações, salvo urgência legal, seguem suspensos até o encerramento do prazo.

Salvador, 27 de fevereiro de 2026 | Boletim 3330

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