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Bahia exporta mais caro, mas perde espaço no comércio internacional

Na terceira matéria da série sobre a situação da economia baiana, vamos abordar a grande dependência do Estado das commodities e os gargalos logísticos que freiam a competitividade. Como já informamos, os dados e as informações constam do estudo “Transformações Estruturais na Economia Baiana Desde o Início do Século XXI”, encomendado pelo Sindsefaz ao professor e economista Juliano Goularti.

No cenário das exportações, a Bahia enfrenta uma situação paradoxal: embora exporte produtos com maior valor por tonelada do que a média nacional, o volume exportado caiu, e sua participação nas vendas externas do Brasil diminuiu para 3,3% em 2023.

O modelo exportador baiano segue baseado na venda de matérias-primas, como petróleo bruto, soja e minérios, com pouca agregação de valor industrial. Isso significa que o estado gera menos emprego e arrecadação do que poderia, se processasse e industrializasse parte desses insumos internamente.

Além disso, problemas estruturais em infraestrutura, energia e logística agravam a situação. A falta de portos modernos, malha ferroviária eficiente e fornecimento energético estável prejudica a competitividade dos produtos baianos no mercado global.

O caminho para reverter esse quadro exige uma reestruturação do modelo econômico. Projetos como o Porto Sul, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e os investimentos em energias renováveis têm potencial para mudar esse panorama — desde que venham acompanhados de políticas industriais claras e mecanismos de inclusão econômica para a população trabalhadora.

O fortalecimento do setor exportador, com foco em valor agregado, não só melhora a balança comercial, como também cria empregos qualificados e aumenta a arrecadação do estado — passos fundamentais para uma Bahia mais justa e desenvolvida.

Salvador, 01 de agosto de 2025 | Boletim 3223

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