
Mensagem aos colegas fazendários
Quando decidimos concorrer às eleições do Sindsefaz, sabíamos de saída que teríamos que enfrentar não somente uma diretoria sindical composta de colegas da Sefaz; tínhamos convicção que estaríamos ameaçando diversos interesses, inclusive muitos deles estranhos a nossa categoria.
Não deu outra. Bastou iniciar-se a campanha, para a chapa do continuísmo dar um sinal do quanto estava disposta a gastar e investir para tentar continuar a frente do sindicato. Através de um boletim muito bem produzido e sofisticado (com certeza não deve ter sido nada barato, devem ter desembolsado muito dinheiro) tentaram desqualificar nossa chapa e desferiram ataques jocosos a quem se atreveu exercer o direito estatutário de votar e ser votado livremente. Um desapreço a democracia.
Ao invés de apresentar propostas de luta e mobilização a fim de recuperar as recentes perdas (corte das diárias e redução do PDF), fingiram não ter nada com isso. Citaram alguns benefícios ocorridos há muitos anos atrás, como se nos dissesse: esqueçam o presente, lembrem-se somente do passado. Ora, lembremo-nos do passado, mas esquecer o presente não dá.
Não somos bobos, sabemos que a chapa da continuidade conta com o apoio de partidos políticos e toda sua estrutura, de profissionais da política (jornalistas, marqueteiros, chargistas etc). Fala-se que até o próprio governo os apoia. O líder, Zé Neto, recentemente teria declarado na Assembleia estar zangado com a atual diretoria por ter feito a paralisação do mês passado. Parece que a bronca deu certo. Ninguém da atual diretoria fala mais em paralisação. Greve nem pensar.
Isso tudo não é por acaso. O intuito é tentar manter o controle da entidade sindical a qualquer preço. Para eles o mais importante é o partido político e os projetos individuais. Vide caso recente de ex-diretores que viraram as costas ao Sindicato e foram gozar as benesses dos cargos públicos, sacrificando bandeiras históricas da entidade, a exemplo da carreira única e o grupo administrativo fazendário. A chapa RENOVAÇÃO assume o compromisso público de não aceitar assumir nenhum cargo de direção ou assessoramento na administração pública enquanto durar o mandato no Sindsefaz, caso eleita.
Não temos ninguém por trás de nossas candidaturas. A chapa RENOVAÇÃO tem a autonomia, vigor e a qualificação para promover as mudanças necessárias e a reconstrução do Sindicato. Faremos com que a entidade seja altiva e respeitada novamente. Não temos compromissos com partido, nem com políticos e muito menos com qualquer governo, de qualquer ideologia. Somos servidores fazendários acima de tudo. Cada um tem sua convicção política. Já o Sindsefaz não deve ter partido e nenhum grupo deve, soberbamente, arvorar-se impor seu pensamento sobre o dos demais sindicalizados.
RENOVAÇÃO significa revigorar a ação, sem soberba, sem arrogância, sem prepotência. Todos juntos faremos mais e melhor dos que estão lá, por tantos anos e bem acomodados.
Pra finalizar, já que iniciamos falando sobre o abuso do poder econômico, recomendamos a todos e principalmente à chapa da continuidade a leitura do texto abaixo. Uma das clássicas lições de Celso Bandeira de Mello:
“(…) violar um principio é muito mais grave do que transgredir uma norma. A desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a um específico mandamento obrigatório, mas a todo sistema de comandos. É a mais grave forma de ilegalidade ou inconstitucionalidade, conforme o escalão do principio atingido, porque representa insurgência contra todo o sistema, subversão de seus valores fundamentais, contumélia irremissível a seu arcabouço lógico e corrosão de sua estrutura mestra.”

Grupo Técnico-Administrativo quer avanços
O Grupo Técnico-Administrativo cansou de ser tratado como massa de manobra nas lutas dos fazendários. Não negamos que verificamos uma pequena melhora conquistada ao longo de tantos anos, quase duas décadas, pela diretoria do Sindicato. Porém, foi muito pouco diante das conquistas apresentadas por outras secretarias e segmentos, a exemplo dos analistas técnicos (carreira administrativa da Sefaz), que através da Ateba (Associação dos Analistas Técnicos do Estado da Bahia) teve mais força que o Sindsefaz e conquistou excelentes melhorias.
O Grupo Técnico-Administrativo espera que essa eleição signifique o rompimento com essa sina a que somos submetidos, de seguir orientações dos nossos representantes, que se alinham aos estreitamentos impostos pelo Estado a nossa categoria. Temos a oportunidade da RENOVAÇÃO, acabando com uma representação perversa à carreira Técnica Administrativa, por um sindicalismo mais próximo dos fazendários, principalmente do nosso segmento, presente nessa chapa com três diretorias titulares e mais três suplências.
A trajetória de luta destes colegas em prol da categoria os habilita a pedir o apoio do grupo Técnico Administrativo e dos colegas do Fisco, simpatizantes da nossa causa, para começarmos a participa nas decisões, sendo protagonistas de nossa história.


