A Tarde Online – 03/11/2014
Salão Imobiliário é prorrogado até o próximo domingo
Anderson Sotero
O Salão Imobiliário da Bahia, previsto para terminar neste domingo, 2, foi prorrogado até o próximo domingo, 9, por conta da alta procura do público. Somente nos três primeiros dias, o espaço recebeu mais 12 mil pessoas, segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA).
De acordo com o presidente da associação, organizadora do salão, Luciano Muricy, a demanda foi o motivo da prorrogação: “Ontem (sábado, 1º), tivemos até fila para entrar. Só no sábado foram mais de cinco mil pessoas”.
O vice-presidente da Ademi-BA, Marcos Vieira, contou que a expectativa era de receber 2.500 pessoas por dia, o que foi superado. “Isso significa que as pessoas querem continuar vindo. Estão querendo comprar. É um reflexo positivo”, acrescentou.
Na última sexta-feira, 31, abertura do salão, cerca de 3.500 pessoas foram ao local, no estacionamento do Salvador Shopping. Sábado, 5.052 compareceram. Já domingo, até as 17h, tinham 3.541 entradas de visitantes.
Nesta segunda, 3, segundo Vieira, será realizada uma reunião com os expositores do salão, que está na oitava edição, para se fazer um balanço parcial das vendas.
Equilíbrio
Ainda segundo Vieira, há imóveis de R$ 137 mil a R$ 3,5 milhões. “O perfil está equilibrado. Em todos os estandes estamos tendo movimento”, afirma. No entanto, a maior procura está nos imóveis de até R$ 300 mil.
Dentre o público, a maioria é de casais na faixa de até 40 anos. “O que a gente tem observado é que a procura tem sido feita por casais de até 40 anos. É o público que a gente mais vê por aqui”, disse.
O administrador Leonardo Espírito Santo, 36, e a mulher, Caroline Simões, 32, foram na tarde deste domingo ao salão. “Estamos prospectando. Fiz uma simulação na Caixa e no Banco do Brasil para ver as possibilidades. As ofertas estão boas. Vamos avaliar”, falou Leonardo.
O casal Thiago Souza, 33, e Aline Nunes, 30, procuravam um apartamento de até R$ 350 mil, com três quartos, mas não encontraram uma oportunidade que se encaixasse nos planos deles. “Acho que os preços dos imóveis ainda não se adequaram à realidade financeira”, frisou Souza.

