O Governo do Estado apresentou uma proposta de equilíbrio financeiro para o Planserv. O Sindsefaz e outras entidades sindicais tomaram conhecimento inicial do conteúdo, mas não se posicionaram formalmente, uma vez que não tiveram acesso amplo aos demonstrativos econômicos do plano.
Os Sindicatos ressaltam que é necessário ampliar a participação financeira do governo no custeio do Planserv. A contribuição patronal, que já representou 4% da folha salarial, foi reduzida abruptamente para 2%, e apenas recentemente teve um acréscimo de 0,5 ponto percentual, passando para 2,5%.Além dessa redução, a inflação acumulada dos serviços de saúde contribuiu diretamente para o atual cenário de restrição financeira do plano.
As entidades sindicais reafirmam ainda que é fundamental ampliar a prestação de serviços no interior do estado e criar uma rede de ambulatórios voltada aos usuários do Planserv, garantindo maior cobertura e qualidade no atendimento.
O Planserv é um patrimônio do servidor público, construído ao longo de décadas por gerações de trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, os sindicatos reafirmam que a prioridade é fortalecer o plano, e não abrir caminho para privatização ou terceirização da assistência, como já aconteceu em outros estados.
O Sindsefaz segue acompanhando o debate e reforça que a construção de soluções deve priorizar a transparência, o diálogo e a defesa do direito à saúde do servidor público da Bahia.

Salvador, 11 de novembro de 2025 | Boletim 3272


