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TIJOLAÇO – Reajuste dos combustíveis indica um rombo ainda maior

21/07/17 – Tijolaço
Cavalar! Opção de subir 16% a gasolina mostra gravidade do rombo

vematras

Como dizem os gaúchos, “não tem chorumela”.

Não adianta Miriam Leitão dizer que o “Com alta de impostos, governo estima impacto de 7% sobre o bolso do consumidor”.

E também não sou adivinho, porque hoje cheguei a duvidar que fossem superar os 10% de aumento no imposto sobre a gasolina.

O aumento é de 41 centavos por litro na gasolina, sem choro nem vela. Como o preço médio nacional, segundo a ANP, é de R$ 3,485 (sem o aumento desta semana da Petrobras), o reajuste é de 11,76%.

No óleo diesel, 22 centavos, o que, sobre um preço médio de R$ 2,939 dá 7,5%.

No etanol, 21 centavos são  8,67% sobre o preço médio ANP de R$ 2,423.

O aumento dos combustíveis atinge em cheio aquele que vem sendo o centro da queda da inflação, o grupo dos alimentos in natura.

Quer entender? Um caminhão carregado de 15 toneladas de batatas que vão ser vendidas a R$ 1 no atacado ( é até menos) e, portanto, tem uma carga de 15 mil reais, consome  o mesmo que um caminhão que carrega 800 televisores que vão ser vendidos ao lojista (ou distribuidor) por R$ 800,transportando uma carga de 640 mil reais. Ok, tem uma diferença no frete, pelo tipo do caminhão e o valor do seguro, mas, mesmo assim, o custo logístico dos alimentos é infinitamente maior.

E vá indo adiante: transportes públicos (táxi, ônibus), prestadores de serviços que dependem de automóvel, entregas de todo tipo – desde a pizza até carro do gás, serviços em domicílio… Em tudo um reajuste cavalar como este – quando alegadamente se tem uma inflação anual de 3%- tem imenso impacto, porque combustíveis estão na cadeia de custos de tudo.

Muito mais relevantes, porém, que os impactos inflacionários reais – que não são pequenos – são os impactos políticos de um Governo que optou por colocar em risco o único fator de percepção positiva que tem, o da queda da inflação.

É este o indicador para julgar a gravidade da crise em que estão metidos, o fato de estarem vendendo o único que tem de importante, o único argumento que Temer tem a seu favor.

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Mais de 100 pedidos de adesão a acordo de precatórios já foram registrados no Sindsefaz

Na primeira semana do período de adesão ao acordo de precatórios, o Sindsefaz registrou 110 solicitações presenciais protocoladas na sede da entidade. O balanço reúne os atendimentos realizados até esta sexta (27).

O edital foi divulgado pelo TJ-BA e prevê o pagamento de precatórios devidos pelo Estado com deságio de 40%, mediante adesão voluntária dos credores. O prazo oficial para adesão segue até 20 de março.

Para garantir tempo hábil de análise e cadastramento das informações, o Departamento Jurídico do Sindsefaz recebe as documentações até o dia 16 de março.

A entrega pode ser feita presencialmente, com atendimento por ordem de chegada e retirada de senha, ou por meio do e-mail acordotj.sindsefaz@gmail.com. Os documentos precisam estar em formato PDF, com tamanho máximo de 5 MB por arquivo. Não serão aceitas fotografias, e arquivos ilegíveis ou incompletos podem inviabilizar a adesão.

O Sindicato reforça a importância da leitura atenta do boletim informativo, que reúne as regras do edital e a lista de documentos exigidos. A conferência prévia é essencial para evitar pendências que possam comprometer o pedido.

Durante o período de 19 de fevereiro a 20 de março, o Departamento Jurídico permanece exclusivamente dedicado ao cadastro das adesões ao edital. Os demais atendimentos relacionados a outros processos e ações, salvo urgência legal, seguem suspensos até o encerramento do prazo.

Salvador, 27 de fevereiro de 2026 | Boletim 3330

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