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Boletim Eletrônico nº. 1265 – Salvador, 31 de março de 2016

No aniversário do golpe de 1964, povo vai às ruas contra um golpe parlamentar-midiático

Neste 31 de março, data em que o golpe militar de 1964 completa 52 anos, o povo vai às ruas em todas as grandes cidades brasileiras para denunciar uma nova tentativa de quebra da institucionalidade democrática. Sem as baionetas dos títeres da ditadura, mas com a força de uma mídia anti-democrática, monopolizada por seis famílias, e o cinismo de um criminoso (segundo a PGR) à frente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, a elite brasileira tenta derrubar um governo legitimamente eleito com 54 milhões de votos.

Em Salvador, a concentração contra o golpe acontece a partir das 15h, na Praça da Piedade. De lá, uma passeata segue até o Campo da Pólvora, onde fica um fórum do Tribunal de Justiça da Bahia. O Sindsefaz se une ao conjunto do movimento social brasileiro para denunciar a tentativa de golpe e estará nas ruas, com seus dirigentes, seus ativistas e todos os demais fazendários que compreendem a necessidade de defender a democracia brasileira.   

Os argumentos para o golpe parlamentar-midiático em curso, comandado por um réu, são bastante parecidos com os de 1964. “Governo sem legitimidade popular”, “governo corrupto”, “governo sem base parlamentar” etc. São vários, mas os mesmíssimos que foram amplamente utilizados por veículos de comunicação há 52 anos para justificar o golpe militar que mergulhou o Brasil nas trevas da perseguição, dos exílios, das torturas e do assassinato de opositores.

Agora, sob o mesmo manto, tentam derrubar Dilma da Presidência, contra a qual não há um único ilícito comprovado. O show político-jurídico encenado pelos soldados do golpe são meticulosamente utilizados na central do golpe, os grandes meios de comunicação, tendo a Globo à frente. A mesma Globo que chamou o golpe de 1964 de Revolução, em editorial em seu jornal, na época, e que, agora, novamente, comanda um movimento para derrubar outro presidente da República.  

A história saberá colocar nos seus devidos lugares os autores do pedido do impeachment de Dilma, os parlamentares e partidos que o estão apoiando, bem como os veículos de comunicação que patrocinam a mais escandalosa cobertura anti-jornalística que se tem notícia no Brasil. Tal qual Carlos Lacerda, pelas páginas dos jornalões, em textos nos portais na internet e nas redes sociais, nos telejornais ou nas ondas do rádio, os abutres de agora se revezam como farsantes na construção de uma tragédia que tornará o Brasil, país que passou ser visto na geopolítica mundial como um novo player desde 2003, num mero imitador de um golpe a la Paraguai. E mergulhará a nação na incerteza quanto ao futuro, com a divisão clara de dois campos distintos: o dos democratas e o dos golpistas.

Antes disso, entretanto, os segmentos conscientes e democráticos da sociedade reagirão para impedir seu intento. Artistas, intelectuais, juristas, estudantes, trabalhadores e amplas massas que não se idiotizam pela cobertura midiática, já estão se manifestando com coragem e dizendo NÃO ao golpe.

O movimento deste 31 de março, data emblemática, não conta com a convocação dos meios de comunicação, como o tem sido os movimentos contra a presidenta Dilma, amplamente  massificados pela mídia golpista do país. Mas conta com o povo.

Todos às ruas. Em defesa da democracia. Contra o golpe parlamentar-midiático.

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