O Sindicato participou, na manhã desta quarta (9), de uma reunião realizada na Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb), convocada por um conjunto de sindicatos para discutir a situação crítica do Planserv. O encontro teve como foco a busca por soluções para a equalização financeira do plano de saúde dos servidores públicos e a garantia de um serviço de qualidade.
Durante a reunião, a gestora do Planserv apresentou um panorama da situação financeira e administrativa da entidade. Segundo ela, desde o fim da pandemia, o plano enfrenta um cenário de inflação nos serviços médicos, além do aumento da demanda por atendimentos que foram represados durante a Covid-19. Esses fatores contribuíram para o aumento dos custos operacionais do plano.
Outro ponto crítico destacado foi o congelamento da tabela de serviços médicos: há quase 15 anos não há reajuste nos valores pagos por consultas e procedimentos. A gestora também chamou atenção para o impacto da judicialização. Segundo ela, o plano vem enfrentando custos elevados com ações judiciais, que somaram R$181 milhões e sobre os quais não há qualquer controle por parte da gestão. Essa nova realidade impõe um desafio adicional à sustentabilidade do plano, que já lida com a redução da participação do governo estadual no seu financiamento.
Durante o encontro, o Sindsefaz foi representado pelos diretores Genildo Viana, Cláudio Meirelles e Davi Silva. Para Cláudio, o momento é de diálogo e construção coletiva:
“A expectativa é que prossiga esse diálogo e se construa uma solução que traga a sustentabilidade do Planserv”, afirmou.
Como desdobramento do debate, será realizada uma audiência pública no dia 16 de julho, com o objetivo de colher a opinião das servidoras e dos servidores sobre os principais problemas enfrentados e sugestões de melhoria. No dia seguinte, representantes dos sindicatos e da gestão do plano voltam a se reunir para consolidar um panorama das principais queixas e propostas apresentadas pela categoria.

Salvador, 9 de julho de 2025 | Boletim 3209

