O Sindicato disponibilizou em seu site a Calculadora do Imposto de Renda, ferramenta que simula o impacto das novas regras de tributação sobre o salário do trabalhador, previstas para entrar em vigor em 2026.
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A calculadora foi desenvolvida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e realiza uma simulação com base no Projeto de Lei 1087/2025 que foi aprovado por unanimidade no Senado no dia 5 de novembro e agora segue para sanção presidencial. Caso seja sancionado até o fim de 2025, o novo modelo de tributação passa a valer em janeiro de 2026.
A ferramenta está disponível para uso gratuito no site do Sindicato e permite que cada trabalhador visualize, de forma clara e rápida, o impacto das possíveis mudanças no próprio bolso.
O que muda com a proposta?
- Até R$ 5.000/mês: isenção total do Imposto de Renda
- De R$ 5.000,01 a R$ 7.350,00: desconto parcial no imposto
- Acima de R$ 7.350,00: não há redução
- Acima de R$ 50 mil/mês: pode haver cobrança mínima, especialmente para quem tem outras fontes de renda além do salário
Segundo a Câmara Federal, quem ganha até R$ 5 mil por mês poderá economizar até R$ 4.356,89 por ano com a mudança, já incluindo a isenção sobre o 13º salário. Atualmente, a faixa de isenção beneficia apenas quem recebe até dois salários mínimos (R$ 3.036,00).
Progressividade
A aprovação da isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil ainda está longe do que defende a Fenafisco e os sindicatos filiados, que através da proposta de Reforma Tributária Solidária propôs mais medidas para implementarmos um modelo de imposto progressivo (quem ganha mais, paga mais). Porém, já é um primeiro passo.
É preciso considerar que a medida aumenta a renda real dos trabalhadores. É um passo importante no caminho da distribuição de renda e redução de desigualdades, uma vez que desloca a carga tributária para o topo da pirâmide, aliviando quem ganha menos. Para lembrar, as rendas acima de R$ 50 mil por ano podem ter um leve acréscimo em sua contribuição ao Imposto de Renda.
A medida gera impacto direto sobre consumo, poupança ou investimento familiar, com resultados positivos para toda a economia. Com mais renda disponível para uma parcela significativa da população, ganha o comércio, os serviços e a economia local, que dependem em boa parte de renda doméstica. Sem falar no recorte regional, uma vez que permitirá que estados com rendas menores sejam mais beneficiados com mais dinheiro circulando em suas microeconomias.

Salvador, 11 de novembro de 2025 | Boletim 3271


