Boletim Eletrônico nº. 1344 – Salvador, 09 de agosto de 2016
Sindsefaz pressiona em Brasília para impedir retrocessos do PLP 257

O governo golpista de Michel Temer enquadrou sua base na Câmara para aprovar, de qualquer jeito, ainda esta semana, o PLP 257, projeto que traz a renegociação das dívidas dos estados e, no seu bojo, as contrapartidas, entre as quais, o congelamento salarial dos salários dos servidores públicos em 2017 e 2018. Na matéria o governo também incluiu um artigo que estabelece o limite de gastos nos estados.
Mesmo com a discordância de alguns governadores, que não querem perder autonomia quando ao teto de gastos, o governo golpista fechou entendimento para aprovar o congelamento salarial, o que é trágico para os servidores. Na Bahia, o funcionalismo estadual amarga perdas que são maiores que 20% desde 2013. Mais dois anos sem reajuste será um duro golpe nas condições de vida daqueles que trabalham para fazer o Estado funcionar.
Na semana passada, com a presença de dirigentes do Sindsefaz e de outros sindicatos do fisco em Brasília, conseguimos articular com alguns parlamentares a elaboração de emendas para separar a questão da dívida dos estados das contrapartidas que mexem com os servidores, como o congelamento salarial e a proibição de realização de concursos públicos.
Esta semana, a direção do Sindsefaz (Aulos Cruz, Marlúcia Paixão, Marco Aurélio e Gilvânia Martins, além das colegas ativistas Iara Virgínia e Rejane Senna) voltou a Brasília para pressionar pela aceitação das emendas elaboradas na semana passada e impedir que o PLP seja aprovado com os retrocessos e ataques aos servidores da proposta original. Os fazendários também podem contribuir com essa pressão enviando mensagens aos deputados baianos com manifestação contrária ao projeto.
A mobilização não está fácil na Câmara. Os governistas, golpistas, fecharam o acesso ao saguão do plenário, onde acontece o contato com os parlamentares e a polícia legislativa tem agido com truculência contra os trabalhadores, inclusive usando gás de pimenta contra petroleiros que estão também mobilizados contra as mudanças no Pré-Sal. Um sindicalista da FUP (Federação Única dos Petroleiros) foi preso nesta terça (09).
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