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Boletim Eletrônico nº. 1364 – Salvador, 06 de setembro de 2016

Protestos no 7 de setembro chamam a atenção para ataques aos direitos

Como acontece todos os anos, neste 7 de setembro, mais uma vez, o movimento Grito dos Excluídos estará nas ruas chamando a atenção para as desigualdades e reivindicando mais investimento público nas áreas sociais. Organizações da sociedade civil, entre as quais as principais centrais sindicais do país e seus sindicatos filiados, estarão nas ruas denunciando o risco de ataque aos direitos trabalhistas e reivindicando a convocação de eleições diretas para presidente.

Com o tema “Vida em Primeiro Lugar” e o tema “Este Sistema é Insuportável: Exclui, Degrada e Mata!”, o Grito dos Excluídos alerta que o mercado não é a solução para os problemas da população mais pobre e que os governos precisam ser mais ativos em ações e políticas públicas que diminuam a pobreza e os impactos do capitalismo selvagem. Afinal de contas, ano após ano, os ricos ficam mais ricos e os pobres, mais pobres.

Este ano, o movimento sindical estará nas ruas no Dia da Independência, mais uma vez reforçando o Grito dos Excluídos, mas também com uma pauta política. Primeiro, denunciam que o governo do golpista Michel Temer pretende atacar os serviços públicos com o PLP 257, já aprovado e, mais ainda, com a PEC 241, que congelará os investimentos públicos por 20 anos. E segundo, para exigir respeito à democracia e a convocação de eleições gerais para presidente.

O 7 de setembro será marcado em 2016 pela existência de um governo ilegítimo na República, como não víamos desde o fim da ditadura militar. O presença do golpista Michel Temer no Palácio do Planalto representa uma fratura na jovem democracia brasileira, que caducou antes mesmo de amadurecer. Somos hoje um país marcado por um impeachment de uma presidente que sequer teve seus direitos cassados, um arremedo político que desmancha qualquer margem de seriedade que poderia ser dado ao processo que culminou com a saída de Dilma Rousseff da Presidência.

O governo ilegítimo do golpista tem acionado a Polícia Militar nos estados onde tem governadores aliados para reprimir os protestos, a exemplo dos fatos ocorridos em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, nos últimos dias. Hoje, assim como o golpe sofrido por Dilma, também a repressão policial virou notícia internacional, colocando o Brasil no final da fila das democracias mundiais, envergonhando os brasileiros por todo o mundo.

Ilegítimo, Michel Temer tenta se impor pela força das bombas de gás, das balas de borracha e de efeito moral, trazendo para o momento atual um cenário que achávamos ter ficado no passado, o das pessoas não terem a liberdade de irem às ruas protestar. Amparado pelo poder do dinheiro dos bancos e do grande empresariado nacional e internacional, e por veículos de imprensa associados ao seu golpe, Temer avança contra o povo para impor sua agenda regressiva e anti-nacional.

Mas o movimento social – e o movimento sindical em particular – vai resistir ao golpismo, à repressão e aos ataques aos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. Viveremos momentos sombrios daqui para a frente. Mas resistiremos. Reagiremos. E começa já neste 7 de Setembro. 

Sindsefaz,
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