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Temer, a Cultura e um case de burrice autoritária

10/06/16 – Tijolaço
Temer, a Cultura e um case de burrice autoritária

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A Ilustrada da Folha publica hoje uma boa matéria sobre como se espalham, em espetáculos artísticos aqui e e lá fora,as manifestações de repúdio ao governo que se instalou no Brasil.

É o que se tem dito: onde junta gente, é “Fora, Temer”.

E é impressionante que, embora em qualquer circunstância fosse haver oposição à ruptura da ordem democrática, a direita brasileira conseguiu, em menos de um mês, criar quase um clima de “1968” contra si na área cultural.

A atitude pueril de começar o Governo extinguindo o Ministério da Cultura foi destas ideias de jerico, para atender ao discurso midiático-coxinha de diminuir o Estado logo onde ele é mais diminuto e para revelar aquilo que a dama Fernanda Montenegro resumiu com perfeição, ao dizer que essa era a visão de quem acha que Cultura é  ” bobagem, frescura ou coisa de veados”.

“O presidente interino vai pagar um preço alto pela pouca visão”, disse ela, apenas uma semana depois da derrubada de Dilma.

Pagou, está pagando e vai pagar.

E não por ser “de direita” ou “conservador”, mas por ser limitado, incapaz de se sintonizar com qualquer coisa que não seja o mundo dos conchavos e do “me dá uma emenda aí” de política convencional dos medíocres senhores de Brasília.

Os americanos, no pós-guerra, despejaram milhões ou bilhões no cinema e nas artes – mesmo com o famoso  Comitê de Atividades Antiamericanas  de J. Edgar Hoover e Joseph McCarthy perseguisse diretores e atores suspeitos de “comunismo.

Sabiam que, por sua indústria cultural, espalhavam pelo mundo o império americano onde não podiam fazer com seus marines.

Nossos “capitães da direita” na mídia, Assis Chateaubriand e Roberto Marinho, sempre compreenderam (e lucraram) colocando debaixo de suas asas boa parte do melhor das artes brasileiras.

Mas Temer, na sua mediocridade afetada, não foi capaz de alcançar isso.

Tentou remendar-se, colocando no refeito Ministério um rapaz que, de méritos, tem apenas a aparência bem-cuidada e, em matéria de defeitos, sugere ter a mesma mesquinharia do chefe, ao ponto de ter levado uma elegante bofetada por escrito da atriz Sonia Braga.

Louve-se, porém, a capacidade de Temer. Em matéria de oposição militante dos intelectuais e artistas, está conseguindo, em menos de um mês, um milagre: uniu todos, ou quase todos, contra ele.

Mamografia prejudica 10 mulheres a cada uma que salva

 

Poucas campanhas de saúde no Brasil encontram tanta mobilização quanto a luta contra o câncer de mama, que aconselha todas as mulheres a partir dos 50 anos a fazer mamografias regulares. Já reportamos que os auto-exames de ama podem ser ineficazes mas o procedimento que consiste em tirar um raio-x das mamas usando um mamógrafo com o objetivo de procurar um nódulo, pode prejudicar mais do que auxiliar. É o que afirma o estudo de um instituto de saúde em Copenhague, na Dinamarca.

Mamografia é dispensável?

O médico dinamarquês Peter Gøtzsche apresenta números para sua tese. A cada 2 mil mulheres pesquisadas que se submeteram à mamografia, uma teve um câncer diagnosticado e foi salva, mas outras dez sofreram danos devido à triagem, principalmente porque elas levaram a testes e tratamentos com efeitos colaterais.

Praticamente não há diferença, segundo Gøtzsche, nas taxas de mortalidade por câncer de mama entre os países que fazem o teste e os que não fazem. Seu conselho, portanto, é que as mulheres procurem um médico apenas se elas mesmas perceberem algo errado.

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