
Seriedade para avançar na luta e nas conquistas
A geração de colegas que está na ativa ou que se aposentou nos últimos anos vivenciou diferentes fases da relação de trabalho na Sefaz. É vivo em nossa memória o tempo em que PMs tomavam nossas faixas na frente das repartições, tempo em que até o acesso ao 3º andar do Prédio Sede era vedado aos sindicalistas, nossos direitos eram suprimidos e os vencimentos arrochados de forma sumária. Era um período em que o governo incentivava a divisão da categoria e se negava a negociar. Neste tempo, membros e apoiadores da chapa AVANÇAR NA LUTA estavam de um lado: o dos fazendários.
Essa mesma geração assistiu a queda do grupo político que arrochou a categoria e impôs aos aposentados perceberem metade da remuneração de um fazendário da ativa. Seja através da ação política ou via paralisações e greves (como a Primavera Sefaz em 2008) conquistamos a retomada das negociações que permitiu avanços financeiros a todos os segmentos dos fazendários (quem tiver dúvida ou pouca memória, é só comparar o contracheque). Neste tempo, membros e apoiadores da chapa AVANÇAR NA LUTA estavam de um lado: o dos fazendários.
Essa geração de colegas assiste agora a outro momento. Apesar de ser o mesmo governo, enfrentamos dificuldades negociais, talvez sob a influência do mesmo pensamento que quase enterrou a Sefaz na década de 90 do século passado. Membros e apoiadores da chapa AVANÇAR NA LUTA continuam do mesmo lado, defendendo os interesses da categoria, mesmo que isso contrarie ao governo, à administração da Secretaria e até a alguns filiados do Sindicato.
Esta atuação política linear, que tem como princípio tratar o Sindsefaz e as demandas da categoria de forma séria, é que permite escolher a negociação ou o movimento paredista para garantir os direitos, avançar nas conquistas e construir o ambiente de trabalho que torne a Sefaz um instrumento de melhoria da vida dos baianos. Isso vale em qualquer governo, de acordo com o momento conjuntural. De posse dessa compreensão e sempre ouvindo os fazendários, renovamos a ação sindical, a cada passo, em frente, sem mudar de lado ou de postura. Como foi feito agora em agosto, com os encontros e a assembleia, seguidos da paralisação de 72 horas, em setembro.
Não é no grito, retórica vazia, compromisso de ocasião e dificuldade de reconhecer a realidade na formação do pensamento que se conquistará a confiança dos fazendários. A categoria tem maturidade e sabe que momento adverso exige da direção sindical capacidade política, tenacidade no ideal e seriedade na ação. O que está em jogo não é a vontade pessoal, a fortuitidade de uma brincadeira de amigos ou a birra de um ou outro descontente. É o futuro profissional e financeiro de quase quatro mil fazendários.
Compromissos da chapa AVANÇAR NA LUTA


