Boletim Eletrônico nº. 1461 – Salvador, 17 de fevereiro de 2017
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Conselho aprova retomada da mobilização em março
Reunidos nesta quinta (16), o Conselho Sindical do Sindsefaz aprovou a retomada da mobilização da categoria agora no mês de março, iniciando com força a campanha salarial 2017. A reunião aconteceu na sede da entidade, na Pituba, em Salvador e os debates foram iniciados com os informes da diretoria e explicações do Departamento Jurídico acerca dos processos em andamento, em especial sobre os Precatórios.
Após análise da conjuntura política e econômica atual, o Conselho aprovou a formatação de uma nova pauta de reivindicações, retirando os pontos que foram vencidos nas negociações com a Sefaz – promoções e aumento da GF para quem vinha recebendo 35 pontos –, mantendo clara a reivindicação de recuperação das perdas salariais acumuladas desde 2013.
MOBILIZAÇÃO
Logo após o carnaval, a diretoria da entidade fará uma série de visitas aos locais de trabalho, para convocar a categoria a ingressar nas lutas, iniciando com a participação ativa na assembleia geral que será realizada dia 16 de março e do seminário sobre a Reforma da Previdência, que ocorrerá dia 17.
Desde já, a diretoria do Sindsefaz oficializará um pedido de audiência com o secretário Manoel Vitório, na qual serão apresentadas as reivindicações e a pauta definida pelo Conselho, que será apreciada pela categoria em 16/03. Mas, independente desse pedido de reunião com o titular da Sefaz, o Sindicato deve continuar mantendo os encontros que têm ocorrido com a Chefia de Gabinete para negociar os pontos que estão pendentes, a exemplo das diárias e das GDF dos Técnicos.
IR Á LUTA
O Conselho avaliou as dificuldades deste momento, mas a palavra de ordem é manter a mobilização e a luta para buscar os ganhos. Este momento de ouvir os delegados sindicais é muito importante para a diretoria da entidade, no sentido de ter mais clareza sobre os rumos a seguir, à luz das opiniões de quem está vivendo o dia-a-dia nas repartições da Sefaz.
O atual momento é de muitos desafios para os servidores públicos, que serão fortemente atingidos por três matérias oriundas do governo Temer e que tramitam no Congresso: a reforma da Previdência (que praticamente acabará com a aposentadoria pública dos trabalhadores), a reforma Trabalhista (que vai desfigurar a CLT e retirar históricos direitos) e a regulamentação do direito de greve (o governo quer que no setor público haja manutenção de 80% dos serviços). Some-se a isso o projeto da terceirização irrestrita aprovado na Câmara, que o governo Dilma barrou, mas que a bancada do PSDB no Senado quer retomar e aprovar a toque de caixa.
São medidas que atentam contra conquistas, direitos e garantias dos trabalhadores e dos servidores públicos brasileiros e que se somam ao PLP 257 e à PEC 241 (depois PEC 55). Ou seja, além de correr atrás das perdas salariais, que já são enormes, no âmbito estadual, temos batalhas em Brasília, das quais não podemos fugir, sob pena de prejuízos históricos.
Sindsefaz,
Avançar na Luta

