15/12/15 – Brasil de Fato
Polícia Federal realiza busca e apreensão em casas de Eduardo Cunha
Operação da PF cumpre 53 mandados expedidos pelo STF. Objetivo das buscas é evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados na Lava Jato.
Da Redação

Eduardo Cunha | Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
A Polícia Federal realiza, nesta terça-feira (15), o cumprimento de mandados de busca nas residências do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O parlamentar é investigado em casos de corrupção e lavagem de dinheiro em delações da operação Lava Jato. Soma-se a isso, a existência de contas na Suíça pertencentes a Cunha em torno de 5 milhões de dólares. Além disso, uma comissão de Ética na Câmara e ações no STF que pedem sua prisão e cassação estão em trâmite.
Além de sua residência oficial em Brasília, há mandados para a residência do deputado no Rio de Janeiro e na Diretoria Geral da Câmara dos Deputados.
De acordo com a comunicação da PF, a operação, chamada de Catilinárias, tem como objetivo o cumprimento de 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), referentes a sete processos instaurados a partir de provas obtidas na Lava Jato.
Os mandados foram expedidos pelo ministro do STF Teori Zawascki e ocorrem na residência de investigados, sedes de empresas, escritórios de advocacia e órgãos públicos. O objetivo principal das buscas é evitar que provas importantes sejam destruídas.
Além de Cunha, mais seis pessoas ligadas ao PMDB são alvos das investigações: o deputado federal Aníbal Gomes; o ministro de Ciência e Tecnologia Celso Pansera; o senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão; o ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, e o ex-presidente da Transpetro, indicado pelo PMDB, Sérgio Machado.
Catilinárias, nome da operação da PF, são uma série de discursos do cônsul romano Cícero contra o senador Catilina, em 63 a.C.. Abaixo, trechos do discurso:
Até quando, Catilina, abusarás
da nossa paciência?
Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós?
A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia?
Nem a guarda do Palatino,
nem a ronda noturna da cidade,
nem o temor do povo,
nem a afluência de todos os homens de bem,
nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado,
nem a expressão do voto destas pessoas, nada disto conseguiu perturbar-te?
Não te dás conta que os teus planos foram descobertos?
